terça-feira, 17 de maio de 2011

Prezados,

Em primeiro lugar quero pedir desculpas por ter me afastado todo esse tempo desse lugarzinho que se tornou para mim um verdadeiro diário compartilhado com todos vocês.  A falta de tempo foi o verdadeiro motivo. Estava em um período muito trabalhoso na universidade, mas também muito produtivo. Mas hoje vim compartilhar com vocês a alegria de ganhar um estágio temporário, que vai me proporcionar à destreza de um início definitivo ao trabalho de línguas indígenas; quando eu recebi a notícia fiquei muito feliz, porque é algo que eu amo de verdade.

Não lembro bem quando começou o meu interesse pela cultura indígena, mas eu sempre gostei de lendas amazônicas. Minha infância foi sempre assistindo catalendas e ficava cada vez mais maravilhada com aquelas historias ficcionais. Até que um dia no ano de 2007 eu fui assistir pela televisão o Festival de Parintins, e fiquei deslumbrada com todo aquele encantamento, e eu fui percebendo o quanto a minha terra é linda e rica em lendas e cantos. Quando entrei no curso de Letras na Universidade Federal do Pará eu sabia que eu queria trabalhar com Literatura da Amazônia, especificamente com narrativas orais (mitos) de alguma língua indígena. E hoje o que era sonho está se tornando realidade. Só tenho agradecer a Deus por tudo que ele está fazendo por mim, sei que o caminho é difícil, pois trabalhar com línguas indígenas requer um dedicamento total. Espero que o estágio seja uma porta para outros trabalhos que estão por vim.

Obs: Entendam se eu “sumir” por mais algum tempo, estou dando início a um sonho que quer dedicação exclusiva ;)


“O homem branco, aquele que se
diz civilizado, pisou duro não só na
terra, mas na alma do meu povo, e
os rios cresceram, e o mar se tornou
mais salgado porque as lágrimas da
minha gente foram muitas.”

Cibae Ewororo- (índio Bororo de Mato Groso)

Att.
Camille Miranda.

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