domingo, 13 de novembro de 2011

Arrumando a casa interior, meus vinte anos de Girl...


Hoje pela manha decidi arrumar a casa interior, varri e joguei fora tudo que me fazia mal. Inveja, amores mal resolvidos, encrencas, e falsidades. Coloquei tudo isso em uma caixa e guardei longe de mim. Sofrer dói e muito, mas te fortalece a cada dia a cada hora. Acordei com uma vitalização incrível, como uma vontade assídua de ser feliz. Isso é indescritível, isso é inigualável. Ser feliz é muito bom. Meus vinte anos de Girl, me ensinando a viver a vida do jeito que tem que ser, sem pudores, sem arrependimentos, sem medos, e nem frustações, apenas viver, viver, viver intensamente cada dia como se fosse o último. Hoje meu dia se resolve na frase de Caio F. Abreu: “Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade. A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções.” É isso que tem que ser feito, é a lei da vida, vamos viver a vida sem apego, sem melancolia, sem saudade, varrer a nossa casa interior pra deixá-la limpa sempre pra novas emoções, novos amores, novos sonhos. Vamos filtrar emoções, viver essa vida sem medo de erra e de ser feliz... A vida é bela, apesar com todos os problemas a vida é bela, e tem que ser vivida intensamente. Não me arrependo de nada que fiz venenos, loucuras e vícios, tudo isso só faz fortalecer o que tem dentro de mim. Só faz fortalecer essa minha vontade de viver loucamente essa vida, e é isso que tem que ser feito, viver, viver e viver...l


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Amor é prosa, sexo é poesia

Como sempre muito criativo Arnaldo Jabor ;)

Sábado, fui andar na praia em busca de inspiração para meu artigo de jornal. Encontro duas amigas no calçadão do Leblon:
- Teu artigo sobre amor deu o maior auê... – me diz uma delas.
- Aquele das mulheres raspadinhas também... Aliás, que você tem contra as mulheres que barbeiam as partes? – questiona a outra.
- Nada... – respondo. – Acho lindo, mas não consigo deixar de ver ali nas partes dessas moças um bigodinho sexy... não consigo evitar... Penso no bigodinho do Hitler, do Sarney... Lembram um sarneyzinho vertical nas modelos nuas... Por isso, acho que vou escrever ainda sobre sexo...
Uma delas (solteira e lírica) me diz:
- Sexo e amor são a mesma coisa...
A outra (casada e prática) retruca:
- Não são a mesma coisa não...
Sim, não, sim, não, nasceu a doce polêmica ali à beira-mar. Continuei meu cooper e deixei as duas lindas discutindo e bebendo água-de-coco. E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor. Comecei perguntando a amigos e amigas. Ninguém sabe direito. As duas categorias trepam, tendendo ou para a hipocrisia ou para o cinismo; ninguém sabe onde a galinha e onde o ovo. Percebo que os mais “sutis” defendem o amor, como algo “superior”. Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta. Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa.
O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posteriori pelos prazeres do sexo.
O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes e uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.
Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica. O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pedaços de Mim

De Martha Medeiros

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante

Já
Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Feliz, Comigo.


FELIZ, COMIGO

Não... Eu não estou querendo viver uma paixão arrebatadora
- Paixões assim são as que proporcionam os mais altos sonhos
E também as maiores quedas...
Mas, acredite, eu sou capaz de me apaixonar todos os dias!

E também não estou interessado em encontrar quem me ame de verdade
Já encontrei estas pessoas há muito tempo
E aquelas que não estão ao meu lado
Eu carrego comigo, em meu peito.

Ah, eu também não estou querendo viver um grande amor
Eu vivi todos os amores que a vida me trouxe
E foram lindos
Foram maravilhosos
E ainda são grandes amores, e vivem comigo, mesmo que já se tenham passado

Também não estou procurando alguém para toda a vida
Nem procuro alguém para um pouquinho apenas
Não estou procurando absolutamente nada

Neste momento, apenas retraio-me comigo,
E estou descobrindo o prazer e a felicidade enorme que é
Amar mais e melhor a mim mesmo.

(Augusto Branco)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Essa menina só tem vinte aninhos...


Completando mais uma primavera, mais um aninho, mas continuo sendo uma menina cheia de sonhos. Sonhos realizados, sonhos que ainda vou realizar, sonhos que ainda viram.
Bem, nessa data tão especial só tenho a agradecer a Deus a tudo que ele tem me oferecido, e não foi pouco não (rs!).
Quero agradecer pelas felicidades, pelos desafios que eu encontro nessa trilha da vida. Pelo presente antecipado que ele me deu há uma semana atrás. Foi uma lição de vida incrível.
Pelo determinismo de crescer profundamente no que faço. Pela minha escolha profissional que é um pouco difícil, mas prazerosa por demais. Pela minha família linda que me dar todo o sustento pra eu chegar aonde eu quero. E por últimos aos meus amigos verdadeiros que são poucos, mas são tão especiais que cada momento que passamos juntos é difícil de explicar.

Obrigada, Obrigada e Obrigada!
Bom dia, dia lindo, segunda linda, tudo lindo.

Pra onde vais assim?
Toda cheia de sonhos
Descalça, rodopiando e feliz!
Toda determinada
Com um olha brilhando de tanto alegria
E desejos incontroláveis

Pra onde vais assim?
Trilhando os desafios de vida
Seguindo sempre na fé
Sem medo de ser feliz
Sem medo de amar
Sem medo de errar

Pra onde vais assim, menina!
Com apenas 20 aninhos
Já sabe o que quer
Ama o que tem
Já idolatra o que faz

Ela responde:
Eu vou seguindo
A trilha da vida
Seguindo na fé
Com um sorriso
Estampado no rosto
Rodopiando descalça
Nessa chuva gostosa
Indo a direção do meu sonho
Ele está ali, bem ali
Me olhando, estou indo à sua direção
Nessa chuva cheia de purificação....

 (Camille Miranda)

domingo, 16 de outubro de 2011

Cobra Grande - Boiúna.



A lenda da cobra grande é umas das mais conhecidas lendas do folclore Amazônico e aparece em diferentes feições. Cobra grande também conhecida como Boiúna possui diferentes formas encantatórias, conformes dados colhidos entre a população ribeirinha. Acreditam até, que alguns igarapés foram formados pela sua passagem que abre grandes sulcos nas restingas, igapós e em terra firme. Na Amazônia, ela toma diversos nomes: Boiúna, Cobra Grande, Cobra Norato, Mãe D Água, entre outros, mas independentemente de seu nome, ela é a Rainha dos rios Amazônicos e suas lendas podem ter surgido em virtude do medo que provoca a serpente d água, que devora o gado que mata a sede na beira dos rios.

Desta lenda originaram várias outras histórias. Uma delas, do estado de Roraima, tem como cenário o famoso rio Branco. Conta-se que a cunhã poranga (índia mais bela da tribo) apaixonou-se pelo rio Branco e, por isso, muiraquitã ficou com ciúme. Para se vingar muiraquitã transformou a bela índia na imensa cobra que todos passaram a chamar de Boiúna. Como ela tinha um bom coração, passou a ter a função de proteger as águas de seu amado rio Branco.

Outra história que os ribeirinhos contam sobre a cobra grande é a lenda da cobra Norato que diz a respeito a uma índia que se engravida da Boiúna e deu à luz a duas crianças gêmeas. Uma delas, um menino, recebeu o nome de Honorato ou Nonato, e uma menina, chamada de Maria. Mas a Índia não queria as crianças e para ficar livre dos filhos, ela os jogou no rio. Entretanto as crianças não morreram, e conseguiram sobreviver e se criaram. Honorato não fazia nenhum mal, mas sua irmã tinha uma personalidade muito perversa. Causava sérios prejuízos aos outros animais e também às pessoas.

Eram tantas as maldades praticadas por ela que Honorato acabou por matá-la para pôr fim às suas maldades. Mas, com a morte de sua irmã acarretou a Norato um feitiço que o transformava em cobra grande que causava medo e temor àqueles que vissem. Deste modo, para que se quebrasse o encanto de Honorato era precisou que alguém tivesse muita audácia para derramar leite na boca da enorme cobra e fazendo um ferimento na cabeça dela até sair sangue. Porém ninguém tinha coragem de enfrentar a enorme cobra. Até que um dia um soldado de Cametá (município do Pará) conseguiu libertar Honorato do terrível encanto, e ele deixou de ser cobra d'água para viver na terra como um homem bonito e sagaz.


Existem ainda algumas crenças que buscam explicar a existência de cobras grandes na região Amazônica. Acredita-se, por exemplo, que quando uma mulher engravida de uma visagem a criança fruto desse terrível cruzamento está predestinada a ser uma cobra grande. Essa crença é bastante comum entre as populações que habitam as margens dos rios Solimões e Negro, no Amazonas.

Há ainda os que contam que a cobra grande pode algumas vezes parecer um navio para assustar os ribeirinhos. Refletindo o luar, suas enormes escamas parecem lâmpadas de um navio todo iluminado. Mas quando o "navio" chega mais perto é possível ver que na verdade é uma cobra grande querendo dar o bote.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Lua pra onde você vai assim...


Tão encantadora
Tão cheia de si, tão determinada e tão formosa?
Toda misteriosa e cheia de magnetismo
Que enfeitiça todos que a vêem
Sem dimensão, sem contestação.

Lua sua danada...
Aonde vais assim tão cheia e ligeira?
Que parece mais um vulcão
Entrando em erupção...
E esse vulcão... Ah esse Vulcão
Que faz desperta os mais doces venenos
E os mais loucos desejos
Àqueles que te olham com paixão

Lua cheia de fases
Não fuja de mim
Leve-me contigo para o teu horizonte
Um lugar aonde exista só nós dois
Quero saciar-me aos prazeres e gozos
Sem pudores e sem limites aos devaneios do teu coração.

(Camille Miranda)